Networking… Friday, Jul 13 2007 

… é um dos itens mais mencionados como essencial para o sucesso profissional. Semana passada, fui apresentado a uma nova ferramenta de networking, o portal LinkedIn. O portal lhe dá a chance de fazer parte de uma comunidade profissional/corporativa e, acredito eu, ter a possibilidade de contactar profissionais de diferentes partes do país e do mundo. Pelas informações requisitadas no registro, acho que os participantes também têm a chance de encontrar oportunidades de emprego ou até de fazer negócios.

Acho que vale a pena. Aproveitem.

Meu endereço é www.linkedin.com/in/marceloelias.

Nos encontramos lá.

Marcelo Elias.

Junior Achievement e Ética Saturday, Jul 7 2007 

Em meio a tanto desânimo e tantas coisas ruins, sempre encontramos pessoas que lutam por uma sociedade melhor e lutam por ajudar os jovens a se prepararem melhor para o futuro, agindo de forma empreendedora e ética.

Alguém já ouviu falar de Junior Achievement?

“A Junior Achievement é a maior e mais antiga organização de educação prática em economia e negócios, registrando o mais rápido crescimento em todo o mundo.”
“Criada nos Estados Unidos, em 1919, por Horace Moses e Theodore Vail, presidentes da Strathmore Paper Company e da AT&T, respectivamente, é uma fundação educativa sem fins lucrativos, mantida pela iniciativa privada.”
Pois é… visite o site, descubra mais e seja um voluntário. Você também pode visitar o blog Junior Achievement e discutir sobre ética.

Marcelo Elias.

Violentos por natureza? Saturday, Jun 30 2007 

Mais um comentário da série… onde vamos parar?

Nesta semana, no Rio de Janeiro, cinco jovens espancaram a doméstica Sirlei, que esperava o ônibos na parada. Simplesmente pararam o carro, desceram e atacaram a moça. Disseram depois que confundiram a vítima com uma prostituta… por um acaso isso seria razão para espancar uma pessoa? E pior.. cinco rapazes contra uma moça!

Leia e assista sobre o ocorrido.

Além da empregada, os rapazes agrediram outras pessoas na mesma noite e já haviam atacado outras pessoas outras noites. Sempre 5 contra 1 e a maioria mulheres. Sobre outra agressão, eles disseram que confundiram a vítima com uma prostituta… novamente!

Quando ouvi a primeira vez sobre o ocorrido, lembrei-me imediatamente do filme Natural Born Killers (Assassinos por natureza). A história é de Quentin Taratino e a direção de Oliver Stone. Se você ainda não assistiu, você acha que o filme é violento ou não? Será? Com esse título e com esse escritor, só pode, né?

O filme é mais do que simplesmente violência gratuita – assunto para outra oportunidade… ou não -, mas a linha geral da história, de duas pessoas que andam por aí matando, associa-se diretamente à história desses rapazes, que simplesmente saem por aí batendo. Ainda não mataram, mas acho que em um mês, se eles não fossem pegos, alguma vítima acabaria morta.

O importante agora é tentar entender os porquês de esses jovens cometerem tais atos. Rapazes socialmente, economicamente e educacionalmente privilegiados, mas que não conseguiram internalizar as regras de respeito às outras pessoas.

Questionei até que ponto os princípios ensinados pelos pais aos filhos são necessariamente impressos no comportamento dos jovens para o resto de suas vidas. Se, quando crianças, aprendemos a ser honestos, respeitosos – às leis, regras e pessoas – íntegros…, carregaremos essas vitudes pelo resto de nossas vidas? Ou esses ensinamentos são apenas um princípio – 50% – e o restante depende dos elementos que cada um de nós já trazemos de… de… qualquer outro lugar, vida, mente, coração?

Marcelo Elias.

Relaxa e Goza Thursday, Jun 21 2007 

Estamos bem servidos de políticos e gestores políticos de qualidade. Nossa Ministra do Turismo pouco se importa com os absurdos que estão acontecendo nos aeroportos. Até entendo que ela seja originalmente uma sexóloga, mas deveria ter mais responsabilidade ao falar esse tipo de coisa.

Clique aqui e veja uma imagem fantástica de um painel de aeroporto no horário de pico do movimento. Tenho quase certeza de que é uma montagem, mas bem que poderia ser verdade.

Marcelo Elias.

Friday, Jun 8 2007 

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Fernando Pessoa

Ou finge a falta de dor

Quando corroído é

Pelo ácido do sofrimento

E parece sempre feliz

 

Não sou poeta, só fingidor

Finjo a não dor

Que o Poeta tanto sente

Talvez um dia…

 

Dor não sentirei ou fingirei

E poeta posso até me tornar

Mas acho que antes disso

Será difícil suportar.

Marcelo Elias.

Conheçam a Sofia Saturday, Jun 2 2007 

SofiaSofia1Sofia com 28 horas de vida.

 Sofs e Clara

Apesar da baixa definição, vcs podem ver a Sofia e sua irmã Clara.

Mais uma vez obrigado a todos pelo apoio, pelas fraldas e roupinhas. O bumbum da Sofia está bem limpinho, viu?!

Marcelo Elias.

Nasceu! Tuesday, May 29 2007 

Sofia nasceu! Hoje, 29 de maio de 2007, às 7:30h, no Hospital Brasília. As fotos vêm mais tarde quando eu tiver acesso a um computador que me deixe fazer o upload.

Ela nasceu com 3330g e 50cm, com cabelo escuro e um choro forte. Como não pude acompanha o nascimento da Clara, a emoção foi diferente… ouvir o choro da Sofia assim que saiu da barriga foi lindo.

Cândice está bem… se recuperando da cesariana. Ela também se emocionou muito e deixei as duas na sala de recuperação. Sofia, é claro, já tentando mamar. Que fantástico são os instintos de mãe e de sobrevivência.

Que o Pai Celestial e seus anjos nos iluminem. Na verdade, agora é que começa a diversão…

Marcelo Elias.

“Ai Ai Ai Ai… tá chegando a hora” Monday, May 28 2007 

É isso aí, pessoal. Tá chegado a hora de conhecermos a carinha da Sofia e de ela trazer mais alegria, carinho e amor para nossas vidas… que curiosidade e ansiedade, viu?!

Bom, a cesariana está marcada para às 7h de amanhã, 29/maio, no Hospital Brasília. O médico acha melhor esse tipo de parto por causa da posição pouco favorável da Sofia e por causa da diabetes gestacional que a Cândice acabou por desenvolver.

Tenho certeza de que tudo dará certo. Cândice é uma mulher muito forte e tem grande amar por seus filhos. Eu estarei ao lado dela, claro, e do lado de cá do paninho…

Paizinho, olhe por nós e por sua netinha.

Tenho de agradecer a todos os amigos e familiares pelo apoio desses meses, pelas fraldas, pelas roupas e todos os acessórios que precisaremos. Agora, é só curtir.

Sempre Alerta para Servir e Melhor Possível.

Marcelo Elias.

“Não é mais que um até logo…” Wednesday, May 2 2007 

Morreu.

Canção da despedida 

Por que perder a esperança
 De nos tornar a ver?
 Por que perder a esperança
 Se há tanto querer?
 
 (Refrão)
 Não é mais que um até logo,
 Não é mais que um breve adeus.
 Bem cedo junto ao fogo
 Tornaremos a nos ver.
 
 Com nossas mãos entrelaçadas
 Ao redor do calor
 Formemos esta noite
 Um círculo de amor
 
 (Refrão)
 
 Pois o Senhor que nos protege
 E nos vai abençoar
 Um dia, certamente
 Vai de novo nos juntar.
 
 (Refrão).

Esta canção é cantada em torno do Fogo de Conselho na última noite de um acampamento escoteiro, ou em ocasiões especiais.

Para ouvir a canção, clique aqui.

Obrigado mais uma vez ao Rogério, que está ao nosso lado novamente.

Obrigado ao Juliano, amigo… amigo… amigo!

Saudades,

Marcelo Elias.

História de vida Tuesday, May 1 2007 

30 de abril de 2007. Há um mês, minha mãe convidou meu primo Rogério para ir a uma festa de aniversário da filha de outra prima. Insistiu e o Rogério concordou. Se virou para conseguir dois dias de folga e emendar com o feriado de primeiro de maio. Premonição, intuição, ajuda divina, anjo da guarda ou simplesmente obviedade da vida. 

Às três da manhã de hoje, assim que retornaram da festa, minha mãe, minha avó e o Rogério foram convocados por meu pai para irem até o quarto onde ele dormia. Meu pai estava prostrado, não conseguia respirar e mal falava. Ainda bem que o Rogério estava lá. Levaram seu Ângelo para o Hospital do Guará imediatamente… ou quase. Meu pai demorou incontáveis minutos para trocar de roupa. Ele não aceitava ajuda e não tinha forças para tão simples tarefa. Internado imediatamente.

Soro imediatamente. Oxímetro imediatamente. Oxigênio imediatamente. Transferência para um hospital com melhores recursos, nem tanto. 

Às 10:50 a Cândice me ligou e contou o ocorrido. Saí do trabalho e fui ao hospital. O aperto de mão ainda firme – como sempre – me deixou esperançoso. Seu olhar vago, indeciso, incoerente, me deixou arrasado. Olhar e aperto de mão… 

Meu primo Rogério, administrador hospitalar, me disse “o tio não pode ficar aqui assim não. Vamos acionar o Ministério Público, dar um jeito”. Conselho atendido. Cheguei em casa e fiz três ligações. 

Ligação um: OAB. Fui muito bem atendido, muito bem ouvido e muito bem encaminhado.

Ligação dois: Pró-SUS. Mais uma vez bem ouvido e encaminhado. 

Ligação três: Defensoria Pública. A atendente era novata e não sabia de nada… quase nada. Ela soube me informar o número do telefone do plantão da Defensoria Pública e que eu só poderia fazer consultas pessoalmente. Isso me bastou.

Rogério e minha mãe receberam a informação e conseguiram falar com uma defensora pública que explicou o que fazer: levar até a Defensoria Pública um relatório do médico sobre o estado do paciente, além de RG, CPF e comprovante de residência do doente. Eu queria estar presente quando minha mãe solicitou ao médico o tal relatório. O burburinho na equipe dever ter sido interessante. O médico, que estava no plantão desde às 7 da manhã e nem havia lido o prontuário do meu pai, teve de fazer esse árduo trabalho para preencher o relatório. 

“Em Brasília, dezenove horas”. Minha mãe na sala do plantão da Defensoria Pública e uma funcionária do hospital comunicando ao Rogério que eles havia conseguido uma vaga na UTI do HUB. 

Falei com o Rogério às 21 e 10. Ele estava dentro da ambulância, seguindo para o Hospital Universitário. Chegamos juntos. Vi a maca sendo retirada do veículo. Sem aperto de mãos. Sem olhar, nem mesmo aquele indeciso e incoerente. Acompanhamos a maca até a porta da UTI e assistimos a transferência do paciente para o leito da UTI e o início dos procedimentos. Todos os aparelhos imediatamente. Um dos funcionário nos pediu que esperássemos em uma sala, a alguns metros da UTI, de onde não podíamos ver ou ouvir nada. 

Dez minutos. “Doutor, parou!” Parou de respirar. O coração parou. Não vimos nada. Chegamos à porta da UTI só porque o assunto acabou. Eu e Rogério vimos algumas enfermeiras limpando a cama e meu pai, já entubado. O médico saiu da sala. Inicialmente para solicitar que não ficássemos ali “porque acabamos um procedimento. O paciente teve uma parada cardio-respiratória, mas felizmente conseguimos.” 

Vinte minutos. O coração batia novamente e o aparelho respirava. O médico ainda nos deixou entrar para ver meu pai e nos mostrou os monitores. Segundo o especialista todos os sinais estavam normais. Agora é aguardar exames para saber o que realmente tem meu pai e esperar que ele reaja aos medicamentos. 

Lição um: a relatividade. Como deturpamos o valor das pessoas e dos acontecimentos do dia-a-dia! Como estamos deturpados. 

Lição dois: 

Lição três: 

Lição quatro: 

Lição cinco: 

Tenho vergonha de continuar contando e de confessá-las. 

Força, mãezinha. 

Obrigado, Rogério. 

Marcelo Elias.

« Previous PageNext Page »