Receita… Wednesday, Aug 8 2007 

… para quase explodir seu coração de felicidade.

Ingredientes:

- uma filha de 4 anos;

- uma filha de 2 meses;

- uma esposa amável, paciente e agregadora;

Como preparar?

Engravide e tenha um filha linda. Durante quatro anos, ensine-a a ser amável, carinhosa e atenciosa. Além disso, ensine-a a expressar essas características.

Quatro anos mais tarde, engravide novamente e tenha outra filha linda. Faça sua filha de quatro anos participar de tudo o que acontece com a recém-nascida, ensina a mais velha a cuidar e entender o bebê. Acostume toda a família a compartilhar momentos com a recém-nascida, momentos bons ou ruins. Estimule apropriadamente a mais nova, de acordo com suas capacidades, de acordo com sua idade e de acordo com o meio-ambiente em que a família vive.

A filha mais nova, depois de algumas semanas já está deixando de ser um bebê e começa a responder aos estímulos. Surpreendentemente a irmã de dois meses começa a se expressar e a de quatro anos está muito curiosa. 

Nesse momento, depois de aproximadamente dois meses, reúna a família em torno da filha mais nova e converse normalmente com ela e ensina a mais velha que nenês não são seres idiotas e que temos de falar corretamente para eles assim aprenderem. Depois de alguns minutos de estímulo, a filha de dois meses responderá, com sons e movimentos, aos estímulos a ela apresentados.

Primeiro, a mãe, que a ensina os primeiros segredos da vida, que a estimula inicilamente e que dá o exemplo de bondade, carinho, felicidade, paciência e acolhimento. Depois o pai - babão, orgulhoso, participativo, e que aprendeu o carinho com a esposa – ouve as respostas da filhinha. Finalmente, a filha de quatro anos que aprendeu um monte de coisas com a mãe e um pouquinho com o pai. A irmã mais nova também responde, emite sons, se movimenta, parece que há uma energia lá dentro querendo sair.

Nesse momento seu coração parece que vai sair pelo peito e quando explodir vai contagiar a todos num raio de 20.000km com todo aquele amor que emana da pele daquelas pessoas.

Esse prato rende uma grande porção na hora e várias outras porções todas as vezes que você se lembra daquele momento.

Infelizmente esse momento nunca se repete da mesma maneira, mas outros muito melhores poderão ser preparados conforme passa o tempo… e o melhor, pode ser preparado todos os dias, a qualquer hora.

Marcelo Elias.

Amanhecer do Escotismo no DF Wednesday, Aug 1 2007 

Como prometido… foi de arrepiar!

Às 6h em ponto iniciamos a cerimônia de hasteamento do Pavilhão Nacional na sede da UEB – DF. A leste o horizonte iluminava-se com os primeiros raios de sol. Do outro lado… a lua cheia, la bela luna, imponente e apaixonante. A mesma lua que iluminou nossos passos na noite anterior quando partimos da Praça dos Três poderes por volta das 22h e caminhamos até nossa sede regional.

Vários jovens e escotistas acamparam ou acantonaram na UEB e estavam todos prontos às 6h para o grande momento, o Amanhecer do Escotismo, celebrando 100 anos da fundação do maior Movimento de educação não-formal do mundo, que busca formar jovens, homens e mulheres atuantes em sua sociedade… verdadeiros cidadãos.

Chefe, Pavilhão Nacional pronto para ser hasteado. Região, firme! Em saudação ao Pavilhão Nacional. Pode hastear. Firmes. Descansar.

Nesse momento, jovens de 7 (oops… de 2 meses – a Sofia também estava lá!) a 21 anos e todos os escotistas voluntários ali presentes iniciaram seu dia saudando o símbolo maior de sua pátria. Princípio básico de civismo.

Em seguida, para nossa reflexão – como é feito em toda cerimônia de hasteamento da bandeira – leu-se a última mensagem de Baden-Powel, que nos pede para viver melhor a vida e deixar o mundo melhor do o encontramos… tão simples, mas tão difícil.

“Caros escoteiros:

Se já vistes a peça Peter Pan, haveis de recordar-vos de como o chefe dos piratas
estava sempre a fazer o seu discurso de despedida, porque receava que, quando lhe chegasse a hora de morrer, talvez não tivesse tempo para o fazer.
Acontece-me coisa muita parecida e por isso, embora não esteja precisamente a morrer, morrerei qualquer dia e quero mandar-vos uma palavra de despedida.
Lembrai-vos de que é a última palavra que vos dirijo, portanto, meditai-a.
Passei uma vida felicíssima e desejo que cada um de vós seja igualmente feliz.
Creio que Deus nos colocou neste mundo encantador para sermos felizes e apreciarmos a vida. A felicidade não vem da riqueza, nem simplesmente do
êxito de uma carreira, nem dos prazeres. Um passo para a felicidade é serdes saudáveis e fortes enquanto sois rapazes, para poderdes ser úteis e gozar
a vida quando fordes homens.
O estudo da natureza mostrar-vos-á as coisas belas e maravilhosas de que Deus encheu o mundo para vosso deleite. Contentai-vos com o que
tendes e tirai dele o maior proveito que puderdes. Vede sempre o lado melhor das coisas e não o pior.
Mas o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a  felicidade dos outros.
Procurai deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrastes e, quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes sentindo que ao
menos não desperdiçastes o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem.
Estai preparados desta maneira para viver e morrer felizes – apegai-vos sempre à vossa promessa escoteira – mesmo depois de já não serdes rapazes, e que Deus vos ajude a proceder assim.
O Vosso Amigo”

Finalmente…

Escoteiros, firmes. À promessa em saudação.

… e todos repetiram juntos:

 Prometo pela minha honra fazer o melhor possível para:
Cumprir meus deveres para com Deus e minha Pátria;
Ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião;
Obedecer à Lei Escoteira.

Apenas como esclarecimentos, há três promessas diferentes no Movimento Escoteiro: a de lobinho, a de escoteiro (sênior e pioneiro) e a de escotistas (adultos voluntários que trabalham com os jovens). A promessa acima é a de escoteiros. Clique aqui para ver as outras promessas e ler sobre a Lei Escoteira que prometemos seguir.

Essa mesma cerimônia foi realizada em todo o mundo, independentemente de raça, credo, regime político, profissão… e da mesma forma, ao alvorecer do dia 1º de agosto de 2007.

Como prometido… levei toda a família. Minha esposa Cândice – escoteira, guia, escotista, cidadã; meu enteado Daniel – lobinho, escoteiro, monitor de patrulha e razão por eu ter voltado para o Movimento; minhas filhinhas Clara e Sofia, 4 anos e 2 meses – que trilharão no futuro seus caminhos; eu – lobinhos nos anos 80 e Baloo licenciado da Alcatéia Lobos Guará do Grupo Escoteiro José de Anchieta, 11DF.

Sempre Alerta para Servir o Melhor Possível.

 Marcelo Elias