Mundinho pequeno… Monday, Feb 4 2008 

Novos Mundos

Em 2006 o ex-planeta Plutão foi diminuído para a categoria de planeta anão. Entretanto, vários outros mundos foram descobertos, muito divulgados, mas pouco observados. Atualmente já são muito famosos os tocadores de MP3 e MP4. Alguns MP5 já estão tomando mercado. Alguns desses mundos têm até nomes específicos, como iPod® – ainda subdivididos em outras categorias.

São milhares de mundinhos circulando pelas ruas. Uns mundos musicais, tocando músicas baixadas da internet, outros sintonizados em rádios de música ou notícia – acho que esse último mundo ainda é muito restrito, apesar de crescente. Mundinhos de apenas um habitante, quando muito dois, se alguém quer compartilhar o seu com um colega ao lado, mas só por pouco tempo, tá?

Caminhando, correndo, voando, pedalando, dirigindo, lendo, sentando, trabalhando, assistindo tv, malhando e até conversando. Crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, cachorros, todos já aderiram. Todos com aqueles fiozinhos saindo das golas das camisas, das mochilas e bolsas, dos bolsos das camisas e calças. Companheiros de caminhada que antes conversavam, agora colocam seus fones e caminham lado a lado, mas cada um no seu mundinho.

Algumas pessoas já estão deixando de lado o rádio e cd player do carro e trocando-o por um MP3. Além de portátil, não atrai ladrões. Outro dia num engarrafamento vi um carro com quatro pessoas, pai, mãe, filho e filha. Cada um com seus fones, olhando pela janela mais próxima – exceto o motorista – e viajando em seu próprio mundinho.

Tenho certeza, inclusive, de que alguns utilizam seus fones como desculpa para fingir que não ouvem outras pessoas. Filhos e filhas fingem que não ouvem os pais e mães; esposos e esposas fingem que não ouviram seu cônjuge; alunos não ouvem professores – e vice versa. Você enfia o fonezinho no ouvido, sai andando por aí e faz cara de alienado quando vê aquela pessoa com quem você não quer falar. É como se você não estivesse nesse mundo, mas no seu mundinho particular.

O Fulano de Tal no escritório foi o primeiro a freqüentar seu próprio mundinho. Toda manhã ele chegava e todos o cumprimentavam com Bom dia, Fulano. E ele nada. Isoladão. Depois de duas semanas os colegas do departamento desistiram dos cumprimentos. Um dia, antes de uma reunião com a gerência, o de Tal estava completamente isolado dos outros, ouvindo um trance qualquer. Daí, um dos colegas disse Vocês sabiam que o de Tal está na lista negra da diretoria? Todos fizeram cara de piedade para o Fulano, que obviamente não ouviu nada. Ele imediatamente tirou os fones dos ouvidos e O quê? É alguma coisa comigo? Ninguém respondeu, mas todos passaram a reunião com cara de peninha para o Fulano. Depois disso, ele nunca mais visitou seu mundinho no trabalho.

Acho que num futuro breve a Teoria da Evolução substituirá os cordões umbilicais por cabos de fones de ouvido. Assim, quando os bebês nascerem, o médico vai apenas desconectar os terminais dos cabos de mãe e filho e já plugará o terminal do filho a um tocador qualquer. Os fones já estarão nos lugares dos ouvidos, é claro. Que tal?   

Acho até sadio que cada um já procure seu mundinho, pois quando chegarem à velhice, surdos, eles terão seu próprio mundo e continuarão sem ouvir.

Marcelo Elias

Um povo incrível Sunday, Feb 3 2008 

Um lugar que eu ainda quero visitar é Machu Picchu. Deve ser incrível conhecer pessoalmente o que restou de um povo tão evoluído social e intelectualmente como os Incas. E os Maias e Astecas? Povos fantásticos.

Outro dia li sobre uns tais de Bertos. Eles viveram há aproximadamente 700 anos no arquipélago de Borthoni, entre os Trópicos de Leão e Sagitário. Os restos dessa civilização foram encontrados por uma multinacional que prospectava petróleo e gás na região. Depois que os pesquisadores da empresa constataram que não havia riqueza mineral alguma nas ilhas, entregaram os relatórios com seus achados para a renomada Irwin University, na Escócia.

Segundo os estudos divulgados pelos cientistas da universidade, os Bertos foram um povo de grande organização social, além, é claro, de terem um avançado intelecto. Não se sabe ao certo porque os primeiros habitantes foram parar no conjunto de ilhas, mas encontraram-se edificações bem construídas e grandes áreas com evidência de atividade agro-pecuária.

De acordo com os registros traduzidos pelos lingüistas e as evidências coletadas por arqueólogos e sociólogos, os Bertos tinham uma organização social impecável. Todos sabiam suas funções e as cumpriam diligentemente. Desde criança, todos eram observados, suas habilidades identificadas e posteriormente desenvolvidas e, finalmente, passavam a atuar em sua comunidade.

De acordo com os estudiosos, conhecer os Bertos foi uma tarefa relativamente simples. Os registros escritos sobre todo o desenvolvimento da civilização bertoniana e toda sua organização são abundantes e bem conservados nos prédios das ilhas.

Os escritos mostram que a sociedade bertoniana estava muito bem até que… um grupo de habitantes da ilha resolveu desenvolver a língua falada! Os Bertos existiram por aproximadamente 500 anos e, durante 350 anos, eles não falavam. Essa foi a opção das primeiras famílias desbravadoras que chegaram às ilhas. Os habitantes das Ilhas Berthoni se comunicavam apenas por meio de documentos escritos e por observação das ações de outras pessoas. Estranho? Talvez. Impossível, diriam alguns? Não. Eles viveram bem durante mais de três séculos assim e em apenas 150 anos se extinguiram porque resolveram falar.

Os últimos registros bertonianos mostram que em poucas décadas a sociedade se deteriorou e os registros escritos diminuíram drasticamente. A maioria da população passou a acreditar que simplesmente contando histórias um para o outro, a História do povo se perpetuaria. Além disso, intrigas e fofocas passaram a contaminar as comunidades dos Bertos e muitos se ocupavam mais em saber das vidas alheias do que de seus afazeres.

Outro grande malefício da língua falada foram as conversas entre amigos, casais e pais e filhos. Antes, as ações e os olhares eram as formas de comunicação e o entendimento entre as pessoas era simples, sem necessidades ou excessos de explicações, desculpas ou detalhes. As conversas tornaram as relações mais complicadas porque surgiu a necessidade de se justificar ações ou se justificar as justificativas.

Incrível. Em menos de dois séculos, toda uma civilização extinta. Muitos bertonianos fugiram, outros vários morreram de estresse – muito barulho! -, famílias se acabaram por causa das brigas, mentiras surgiram aos montes… bom, pode-se imaginar todo o resto. 

Visitar Machu Pichu deve ser muito interessante. Quem sabe dar uma passadinha – e ficar – nas Ilhas Berthoni seja um outro destino interessante?

[Atenção - tudo aqui é pura ficção, viu?!]

Marcelo Elias.

Seria cômico se não fosse grave Tuesday, Jan 29 2008 

Moro na QI 25 do Guará II, uma cidade a 15 minutos do Plano Piloto de Brasília. O Guará é uma cidade considerada de classe média e média-alta. Em frente ao prédio onde moro há um Fusca sem condições de circular e com dois grandes amassados no capô e no teto, onde água se acumula desde que começaram as chuvas. O dono do veículo – morador do prédio - já foi procurado pela administração do condomínio e disse que não retirará o carro.

Eu liguei para a Vigilância Sanitária (3325 4811) que me transferiu para a Vigilância Ambiental (3344 1767) que me transferiu para seu escritório no Guará (3381 0508). Minha reclamação de acúmulo de água foi registrada como uma denúncia e eles farão uma visita no local para colocar remédio na poça de água acumulada no carro. Entretanto, a Vigilância Ambiental não pode notificar, autuar, multar ou obrigar o proprietário do carro a retirar o veículo.

Liguei tb para o DETRAN (154) que me transferiu para o 190, que me transferiu para o SERPOL (serviço de fiscalização de trânsito do DETRAN – DF). De acordo com o atendente, não há lei que obrigue o proprietário do veículo a retirá-lo do estacionamento, mesmo o carro estando em terríveis condições. A justificativa é que o carro não está circulando em via pública. A lei de transito apenas se aplica a veículos em circulação. 

Conclusão, de acordo com os órgãos que eu consultei, o proprietário do veículo não pode ser responsabilizado pelo veículo, seu estado de conservação, sua ocupação de área pública para depósito de ferro-velho ou por colocar em risco a saúde da população da área. A responsabilidade por cuidar da água acumulada e possível criadouro de mosquitos transmissores de doneças é da Vigilância Ambiental que, por sua vez, tb não pode responsabilizar o proprietário do veículo.

Estou incomodado há semanas e resolvi procurar os órgãos responsáveis porque não concordo que as responsabilidades sejám transferidas para outrém. Isso é ERRADO! Esse bendito vizinho transferiu para o Estado a responsabilidade por controlar um problema de saúde pública causado por ele (o vizinho) e ninguém pode obrigá-lo a resolver o problema.

Pior do que isso… o morador do primeiro andar, cuja varanda e duas janelas estão a menos de 4 metros das poças de água – e possíveis criadouros do Aedis Egypt – nunca se importou com o fato ou percebeu que há algum risco.

Falta de educação + paternalismo do Estado = mais falta de educação e incivilidade e falta de cidadania.

“Que país é esse?”

Marcelo Elias. 

Breve comentário Saturday, Oct 13 2007 

Que saudade de escrever e processar o que acontece à minha volta.

É verdadeiramente muito desgastante essa história de navegar e de blogar. Qualquer pesquisinha ou leitura na internet consome horas, pq uma coisa leva a outra e cada vez mais encontramos algo mais interessante e o tempo passa rapidamente.

Alimentar o blog, então… haja tempo. A inspiração vem sem o computador. Trabalho com computador o tempo todo ligado, mas para dar aulas. Acabou a aula, a escola via fechar, tenho de desligar o computador. Em casa… segundo turno, mais trabalho de casa e preparação de aula… ufa!

Não há de ser nada…

Qq dia desses volto com algo mais produtivo.

Marcelo Elias.

Brasília, 7 de setembro de 2007. Friday, Sep 7 2007 

Brasília, 7 de setembro de 2007, Dia da Proclamação da Independência do Brasil. Talvez não haja muito o que se comemorar… pelo que eu me lembro das minhas aulas de História, a independência do Brasil foi proclamada por D. Pedro I e aceita pelos colonizadores depois de a colônia pagar 2 milhões de libras esterlinas à Coroa Portuguesa. De onde veio o dinheiro? Empréstimo internacional… o governo Inglês emprestou a grana para o Brasil.

Não vejo nosso país muito independente, não. Viramos colônia de outros países mais desenvolvidos, apesar de termos uma cultura rica e bela. Quando começamos a atingir uma independência macro-econômica, fazemos isso em época de globalização, quando todas as economias do mundo estão irremediavelmente interligadas. Assim, o problema dos caloteiros mutuários americanos afeta nossa bolsa de valores.  Eu sei, eu sei… minha análise econo-socio-historico-cultural é superficial e simplista, mas escrevi só para introduzir o assunto que realmente me interessa agora: como os jovens de classes média-alta vêem o 7 de Setembro.

Ontem, em três aulas para turma de adolescentes, fiz um experimento e resolvi falar sobre símbolos nacionais, independência e patriotismo. Cinqüenta e sete jovens, entre 13 e 19 anos passaram pelo laboratório… quero dizer, por minha sala de aula. Meu objetivo principal era iniciar uma discussão acerca dos assuntos e, obviamente, fazer os alunos utilizarem a língua inglesa como ferramenta para essa discussão. No longo e tortuoso processo educacional e de aprendizagem de uma língua, momentos de autêntica expressão oral têm efeito sobre ambas atividades. 

O primeiro resultado que observei em todas as turmas foi o fato de que apenas quatro alunos disseram que em suas escolas o assunto Independência do Brasil foi abordado. Em apenas uma escola, o La Salle, na 906 sul, houve um momento cívico. A aluna que lá estuda disse que “ninguém estava nem aí”. Bom, acho que pelo menos a escola fez alguma coisa. 

Na primeira turma, de nível intermediário/avançado, os sujeitos têm entre 14 e 17 anos e são todos matriculados no ensino médio de escolas privadas em Brasília. Os alunos entraram em sala ao som do Hino Nacional Brasileiro executado pelo conjunto musical Casa de Farinha. Uma batida brasileiríssima com as belas vozes femininas do conjunto. Todos reconheceram a música – ufa! Primeiro teste ok. Projetei no quadro uma bela foto em close de um rosto feminino pintado de verde, com um losango amarelo ao redor de um olho profundamente azul.  

Em seguida projetei uma frase a que os alunos tinham de concordar ou não e justificar sua resposta: “Conheço os símbolos nacionais, entendo-os e respeito-os.” Meu primeiro choque da tarde… olhos de interrogação e a pergunta oculta… quais são os símbolos nacionais? Depois disso, o que eu esperava aconteceu, nenhum aluno se importava verdadeiramente com a data, nenhum iria à parada militar na Esplanada, nenhum aluno participava regularmente de qualquer ato cívico. Outra constatação esperada foi o fato de que os alunos vêem o patriotismo como uma característica importante de povos de países de primeiro mundo, mas esses mesmos alunos e suas famílias não demonstram qualquer sentimento patriótico em seu cotidiano, só de quatro em quatro anos, 2006, 2002, 1998, 1994… Esse fenômeno acontecerá novamente em 2010. 

Segunda turma, todos ensino fundamental, todos escolas privadas, todos entre 12 ou 13 anos, mas um aluno se destacou. Ao ouvir a versão Casa de Farinha do hino, o rapaz surtou, deu chilique, pulou na cadeira, fez cara feia, xingou. Literalmente ele fez tudo isso. Esse aluno é amante da música clássica e repudia qualquer, verdadeiramente qualquer estilo popular de música. MPB, axé, hip-hop, funk, rock (todos), rap, disco, trance ou qualquer outro estilo popular é lixo para esse rapaz. Bom, o material para a discussão estava ali posto diante de mim. Completamente inesperado, mas riquíssimo. Os outros alunos se revoltaram com a reação do colega, afinal a expressão musical deve ser livre e, segundo eles – e eu concordo – a versão popular do hino torna-o muito mais próximo da população. 

Falamos de diferenças, da necessidade de respeito aos gostos e jeitos das pessoas à nossa volta. Não tivemos tempo ou clima para falar do 7 de Setembro. Entretanto, houve tempo para meu segundo choque da tarde, o pior de todos. Aquele mesmo garoto de 12 anos, amante da música erudita, músico e intelectual, com trejeitos de um lorde, disse que o “Brasil não vai pra frente por causa dessas palhaçadas (a versão popular do hino).” Nova revolta na turma, momento tenso, até eu queria abrir a cabeça do aluno e enfiar um pouco de respeito e sensatez lá dentro. Por último ele disse que na época da ditadura militar esse tipo de palhaçada não acontecia e as pessoas andavam no trilho. Sem comentários. 

Terceira turma adentra meu campo de observação, inocentes sem saber o que os aguardava. Inocente eu, sem saber o que ouviria e quão revoltante seria o terceiro e último choque do dia. Fui a nocaute. Nem perguntei sobre símbolos nacionais, fui direto ao assunto e perguntei se patriotismo estava relacionado à Copa do Mundo. A grande maioria dos alunos disse que sim. Todos eles concordaram que 7 de Setembro deveria ser uma data importante mas que não se sente o clima de patriotismo no ar. Como nas duas turmas anteriores, essa turma também não identificou honestidade, pagamento correto de impostos, respeito às leis do país, recusa de produtos pirateados ou defesa dos recursos naturais do país como sinais de patriotismo. 

Ah, sim, o nocaute… ao ver a imagem do mastro da bandeira da Praça dos Três Poderes em Brasília, um dos alunos imaginou que a bandeira deveria ser realmente muito grande, achou até que era a maior do mundo, e concluiu que ela deveria ser muito cara. Eu disse que sim… eu não sei o preço, mas realmente deve ser cara. Se há tantas coisas importantes para o governo fazer, questionou o mesmo aluno, “why spend money with this shit?” Nocaute! O árbitro contou até dez. Eu perdi a luta daquela tarde. 

Conclusão: 57 jovens. 57 concordam que os brasileiros são “patriotas” em época de Copa do Mundo de Futebol. 4 ouviram falar sobre Independência do Brasil na escola. 1 participou de um momento cívico. 1 acha que a bandeira brasileira é uma merda. 1 acha que o regime ditatorial militar é melhor do que a democracia brasileira. 1 professor acha que grande parte da juventude brasileira tem valores deturpados e está seguindo um caminho perigoso para si e para o país. 

Conclusão da conclusão: o brasileiro não é um povo patriótico.  

Questionamento a partir da conclusão: aonde vamos parar? 

Marcelo Elias.

Receita… Wednesday, Aug 8 2007 

… para quase explodir seu coração de felicidade.

Ingredientes:

- uma filha de 4 anos;

- uma filha de 2 meses;

- uma esposa amável, paciente e agregadora;

Como preparar?

Engravide e tenha um filha linda. Durante quatro anos, ensine-a a ser amável, carinhosa e atenciosa. Além disso, ensine-a a expressar essas características.

Quatro anos mais tarde, engravide novamente e tenha outra filha linda. Faça sua filha de quatro anos participar de tudo o que acontece com a recém-nascida, ensina a mais velha a cuidar e entender o bebê. Acostume toda a família a compartilhar momentos com a recém-nascida, momentos bons ou ruins. Estimule apropriadamente a mais nova, de acordo com suas capacidades, de acordo com sua idade e de acordo com o meio-ambiente em que a família vive.

A filha mais nova, depois de algumas semanas já está deixando de ser um bebê e começa a responder aos estímulos. Surpreendentemente a irmã de dois meses começa a se expressar e a de quatro anos está muito curiosa. 

Nesse momento, depois de aproximadamente dois meses, reúna a família em torno da filha mais nova e converse normalmente com ela e ensina a mais velha que nenês não são seres idiotas e que temos de falar corretamente para eles assim aprenderem. Depois de alguns minutos de estímulo, a filha de dois meses responderá, com sons e movimentos, aos estímulos a ela apresentados.

Primeiro, a mãe, que a ensina os primeiros segredos da vida, que a estimula inicilamente e que dá o exemplo de bondade, carinho, felicidade, paciência e acolhimento. Depois o pai - babão, orgulhoso, participativo, e que aprendeu o carinho com a esposa – ouve as respostas da filhinha. Finalmente, a filha de quatro anos que aprendeu um monte de coisas com a mãe e um pouquinho com o pai. A irmã mais nova também responde, emite sons, se movimenta, parece que há uma energia lá dentro querendo sair.

Nesse momento seu coração parece que vai sair pelo peito e quando explodir vai contagiar a todos num raio de 20.000km com todo aquele amor que emana da pele daquelas pessoas.

Esse prato rende uma grande porção na hora e várias outras porções todas as vezes que você se lembra daquele momento.

Infelizmente esse momento nunca se repete da mesma maneira, mas outros muito melhores poderão ser preparados conforme passa o tempo… e o melhor, pode ser preparado todos os dias, a qualquer hora.

Marcelo Elias.

Amanhecer do Escotismo no DF Wednesday, Aug 1 2007 

Como prometido… foi de arrepiar!

Às 6h em ponto iniciamos a cerimônia de hasteamento do Pavilhão Nacional na sede da UEB – DF. A leste o horizonte iluminava-se com os primeiros raios de sol. Do outro lado… a lua cheia, la bela luna, imponente e apaixonante. A mesma lua que iluminou nossos passos na noite anterior quando partimos da Praça dos Três poderes por volta das 22h e caminhamos até nossa sede regional.

Vários jovens e escotistas acamparam ou acantonaram na UEB e estavam todos prontos às 6h para o grande momento, o Amanhecer do Escotismo, celebrando 100 anos da fundação do maior Movimento de educação não-formal do mundo, que busca formar jovens, homens e mulheres atuantes em sua sociedade… verdadeiros cidadãos.

Chefe, Pavilhão Nacional pronto para ser hasteado. Região, firme! Em saudação ao Pavilhão Nacional. Pode hastear. Firmes. Descansar.

Nesse momento, jovens de 7 (oops… de 2 meses – a Sofia também estava lá!) a 21 anos e todos os escotistas voluntários ali presentes iniciaram seu dia saudando o símbolo maior de sua pátria. Princípio básico de civismo.

Em seguida, para nossa reflexão – como é feito em toda cerimônia de hasteamento da bandeira – leu-se a última mensagem de Baden-Powel, que nos pede para viver melhor a vida e deixar o mundo melhor do o encontramos… tão simples, mas tão difícil.

“Caros escoteiros:

Se já vistes a peça Peter Pan, haveis de recordar-vos de como o chefe dos piratas
estava sempre a fazer o seu discurso de despedida, porque receava que, quando lhe chegasse a hora de morrer, talvez não tivesse tempo para o fazer.
Acontece-me coisa muita parecida e por isso, embora não esteja precisamente a morrer, morrerei qualquer dia e quero mandar-vos uma palavra de despedida.
Lembrai-vos de que é a última palavra que vos dirijo, portanto, meditai-a.
Passei uma vida felicíssima e desejo que cada um de vós seja igualmente feliz.
Creio que Deus nos colocou neste mundo encantador para sermos felizes e apreciarmos a vida. A felicidade não vem da riqueza, nem simplesmente do
êxito de uma carreira, nem dos prazeres. Um passo para a felicidade é serdes saudáveis e fortes enquanto sois rapazes, para poderdes ser úteis e gozar
a vida quando fordes homens.
O estudo da natureza mostrar-vos-á as coisas belas e maravilhosas de que Deus encheu o mundo para vosso deleite. Contentai-vos com o que
tendes e tirai dele o maior proveito que puderdes. Vede sempre o lado melhor das coisas e não o pior.
Mas o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a  felicidade dos outros.
Procurai deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrastes e, quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes sentindo que ao
menos não desperdiçastes o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem.
Estai preparados desta maneira para viver e morrer felizes – apegai-vos sempre à vossa promessa escoteira – mesmo depois de já não serdes rapazes, e que Deus vos ajude a proceder assim.
O Vosso Amigo”

Finalmente…

Escoteiros, firmes. À promessa em saudação.

… e todos repetiram juntos:

 Prometo pela minha honra fazer o melhor possível para:
Cumprir meus deveres para com Deus e minha Pátria;
Ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião;
Obedecer à Lei Escoteira.

Apenas como esclarecimentos, há três promessas diferentes no Movimento Escoteiro: a de lobinho, a de escoteiro (sênior e pioneiro) e a de escotistas (adultos voluntários que trabalham com os jovens). A promessa acima é a de escoteiros. Clique aqui para ver as outras promessas e ler sobre a Lei Escoteira que prometemos seguir.

Essa mesma cerimônia foi realizada em todo o mundo, independentemente de raça, credo, regime político, profissão… e da mesma forma, ao alvorecer do dia 1º de agosto de 2007.

Como prometido… levei toda a família. Minha esposa Cândice – escoteira, guia, escotista, cidadã; meu enteado Daniel – lobinho, escoteiro, monitor de patrulha e razão por eu ter voltado para o Movimento; minhas filhinhas Clara e Sofia, 4 anos e 2 meses – que trilharão no futuro seus caminhos; eu – lobinhos nos anos 80 e Baloo licenciado da Alcatéia Lobos Guará do Grupo Escoteiro José de Anchieta, 11DF.

Sempre Alerta para Servir o Melhor Possível.

 Marcelo Elias

Amanhecer Escoteiro Tuesday, Jul 24 2007 

amanhecer escoteiro

Dia 1º de agosto de 2007, o Movimento Escoteiro completa 100 anos. Em 1907, Baden-Powel realizou um acampamento experimental com jovens na ilha de Browsea, iniciando, assim, o Escotismo. Estima-se que até 2007 mais de 500 milhões de homens e mulheres já tenham assumido o compromisso de viver de acordo com a Lei e Promessa Escoteiras.

No DF, iniciaremos as celebrações do Dia do Amanhecer do Escotismo no dia 31/jul, na Praça dos Três Poderes, às 21h. Às 23h seguiremos para a sede regional da União dos Escoteiros do Brasil, no Setor de Clubes Sul. Clique aqui para ver a programação completa. O ápice dessa celebração será dia 1º de agosto, às 6h, quando renovaremos nossa promessa, ao mesmo tempo, em todo o Mundo.

Quem quiser ver, é só ir até a UEB DF. Vai ser de arrepiar! Levarei a família toda.

Marcelo Elias.

Pasárgada e Shangrilá… Friday, Jul 20 2007 

… tornam-se opções? Será que já estão querendo parar o mundo para acharmos uma solução? Seria interessante e sobre isso já cantou a banda Extreme em Stop the world.

Menos pop e mais ficcional, James Hilton já pintou Shangri-la em seu romance Horizontes Perdidos. Depois, o paraíso perdido, fuga desse mundo, foi cantado por Rita Lee.

Finalmente, a fuga mais linda e poética de todas: Manuel Bandeira indo-se embora para Pasárgada.

Acho que já há algum tempo, ir-se embora é uma opção.

Marcelo Elias.

Tragédia… mais uma! Wednesday, Jul 18 2007 

Mais uma tragédia aérea de grandes dimensões em apenas dez meses. Centenas de pessoas mortas e milhares de vidas abaladas. Leia Estadão.com. Leia BBC Brasil. Veja simulação do acidente.

A única coisa que se pode esperar é que a sociedade se organize para exigir das autoridades providências que resolvam os problemas. Espero, também, que as autoridades responsáveis tenham vergonha na cara e façam alguma coisa para evitar mais tragédias.

O pior não é isso… o sistema de transporte terrestre do país também está à beira do caos. Leia JC Online. Estradas ruins, fiscalização precária, serviços lentos… Os índices de acidentes crescem, os prejuízos são enormes e a solução no ano passado foi a operação tapa buracos… piada, né?!

Logo depois do acidente com o avião da Gol no ano passado eu escrevi neste blog que as coisas ainda teriam de piorar para começarem a melhorar. Infelizmente, ainda vemos a situação piorar e não temos possibilidade de solução.

Marcelo Elias.

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